SEXÓLOGA Rosely Salino
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A SEXUALIDADE DO DIABÉTICO

 

A disfunção erétil (conhecida popularmente como impotência sexual) ocorre nos diabéticos com uma freqüência duas ou três vezes maior do que aparece nas amostras ao acaso na população geral.

Ocasionalmente, a disfunção erétil é o primeiro sinal do diabetes, embora haja a persistência da libido (o tesão, o desejo presentes) na maioria dos homens, quando a impotência se manifesta pela primeira vez.

Somente após fracassos repetidos, com a crescente frustração e ausência de ereção é que a libido (tesão) declina.

Quando a disfunção erétil resulta do diabetes precariamente controlado, o tratamento adequado pode restaurar o funcionamento normal, daí a importância dos exames preventivos.

No exame completo, do paciente diabético que manifesta a disfunção erétil, deve-se efetuar avaliação psicológica cuidadosa, incluindo dados sexuais completos, e exame físico integral, incluindo avaliação hormonal e vascular.

É importante lembrar, que muitos pacientes diabéticos, a despeito da doença, podem estar sofrendo de disfunção erétil psicogênica (origem psicológica), sendo nesse caso indicado tratamento psicológico específico com um sexólogo.

Infelizmente ainda não existe um meio de reverter o quadro da disfunção erétil caso haja uma neuropatia (alterações patológicas nos vasos sangüíneos periféricos) responsáveis pela condução do sangue ao pênis e conseqüente ereção.

Muitos médicos defendem a implantação de prótese peniana em pacientes com disfunção erétil causada pelo diabetes, essa solução deve ser estudada com critério e além da avaliação orgânica (física) o paciente deve ser submetido a uma avaliação psicológica, para que se entenda se ele é um paciente candidato a prótese ou não. Por outro lado a implantação da prótese, nunca deve ser tentada em pacientes com disfunção erétil psicogênica, sem que antes se execute uma tentativa minuciosa de tratamento psicológico.

É de fundamental importância o diagnóstico correto e a carecterização da origem, se orgânica ou psicológica, para que se ofereça um tratamento adequado ao paciente.

O diabetes, é de longe, a causa mais comum de problemas, ou dificuldades de ereção, a maioria dos homens diabéticos apresentam dificuldade de ereção, quer seja por neuropatia (lesão nos nervos) ou por lesão vascular (bloqueio parcial do fluxo de sangue para o pênis), muitos sequer sabem que sofrem de diabetes devido a ausência de exames preventivos, já que muitos homens relutam sistematicamente em ir ao médico, e quando apresentam o sintoma da disfunção erétil é que são diagnosticados.

Outros ainda, até sabem do diabetes, mas não fazem o tratamento, cuidam da alimentação, ou fazem atividade física adequada, gerando com esse descaso um agravamento da condição física e conseqüentemente a qualidade de vida sexual é prejudicada.

Por ser uma doença crônica, até pouco tempo acreditava-se que o único tratamento possível era a implantação de prótese peniana, portanto cirúrgico, hoje se sabe que muitos tipos de tratamento podem ser tentados antes de se pensar na cirurgia, medicamentos orais, injeções, que restabelecem a condução do sangue ao pênis e conseqüente ereção, fortalecendo a saúde e a resistência física.

Resumindo é de fundamental importância que o homem saiba que existem tratamentos, que não deve descuidar da saúde e nem ter vergonha de procurar ajuda médica e psicológica.

Persistência e determinação irão garantir uma vida sexual ativa, saudável e de qualidade com a parceira, para o homem com diagnóstico de diabetes.