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Texto extraido da revista Vida Simples de Julho 2011. O texto aborda uma técnica de respiração para combater o estresse e a ansiedade.
Aprendemos a lidar com o estresse desde o momento em que nascemos, interpretando as situações novas que aparecem e nos adaptando a elas, de forma mais – ou menos – harmoniosa. Quando
começamos a perceber sintomas desagradáveis, é
hora de colocar o pé no freio e identificar os porquês
de um sono inquieto, de uma dor de cabeça constante ou de uma
digestão lenta. Afinal, a longo prazo, esse sinais físicos ou emocionais podem repercutir de forma cada vez mais intensa e o que era uma sobrecarga, uma cobrança, uma ansiedade torna-se um distúrbio de apetite, uma dependência química ou um problema crônico. “Precisamos conhecer nossos limites antes de somatizar, identificando se temos, ou não, o controle da situação”, explica Ana Maira Rossi, psicóloga, especialista no tratamento do estresse e biofeedback. “Aí, sim, procurar estratégias para mudar o padrão de abuso. O que é diferente de apenas minimizar o desconforto, tomando uma medicação.”
No entanto, a base de tudo é a respiração. A respiração abdominal ou profunda, também conhecida como respiração dos bebês ou da ioga: sentada, ou deitada, a pessoa inspira pelo nariz e expira pelo nariz, imaginando um balão que se infla e se esvazia na parte inferior dos pulmões. O resultado dessa respiração cadenciada é a redução da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Com isso, a tensão dos músculos e o cansaço acumulado tendem a se dissipar. Durante esse exercício simples, o cérebro é oxigenado e o gás carbônico é expelido na forma de longos bocejos.
E o melhor: estamos conscientes de todo o processo e podemos praticá-lo
várias vezes por dia, quando quisermos. Sem contra indicação. Xênia
Farina |