SEXÓLOGA Rosely Salino
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DROGAS E O COMPORTAMENTO SEXUAL


As substâncias que alteram a mente e o comportamento vêm sendo utilizadas pelo homem desde que a história começou a ser registrada, a partir do uso do vinho nas cerimônias religiosas conforme é relatado na Bíblia, passando pelo consumo pelos povos da antiguidade clássica, até o seu uso nos dias atuais.

Segundo o resultado de pesquisas os jovens sentem-se tentados a experimentar algo que é ao mesmo tempo proibido pelos adultos e acessível ao grupo.Pode-se deduzir que em geral, as drogas são usadas pelos adolescentes como uma maneira de aliviar a insatisfação pessoal. Outro aspecto a ser considerado é que os jovens crescem em uma sociedade orientada para o consumo de”pílulas”, onde a angustia, a tristeza e outros problemas humanos podem ser aliviados pela ingestão de medicamentos. As drogas, assim, prometem alivio da monotonia e alienação do mundo adulto.

Com o uso continuo das drogas, a pessoa vai se afastando dos objetivos que são comuns a todos os seres humanos e, nessa busca ilusória de crescimento e gratificação, as relações interpessoais, o contexto social e o espírito critico, vão se deteriorando, o consumo de drogas passa, então, a ser um fim em si mesmo e desempenha um papel central na vida da pessoa, se instalando a escravidão da dependência.
Alguns aspectos da sexualidade podem ser alterados pelas drogas. Alterando a libido, ou seja a intensidade do desejo sexual, o interesse sexual e a vivencia do prazer, outras ainda afetam o próprio desempenho sexual, agindo sobre nervos periféricos que regem o funcionamento dos órgãos sexuais.

Efeitos negativos indiretos sobre a sexualidade aparecem com o uso crônico dessas substâncias, de um lado, elas afetam as condições gerais de saúde, e um corpo saudável é a condição essencial para a plena realização do prazer. Por outro lado, podem trazer preocupações que acabam por deslocar o sexo a um plano secundário na lista de interesses.

O efeito das drogas sobre a sexualidade masculina tem sido objetivo de estudos em detrimento de pesquisas relacionadas à sexualidade feminina. Isso se deve ao fato de a resposta sexual masculina ser mais visível e quantificavel. As substancias que afetam o interesse sexual pela ação cerebral direta provavelmente têm o mesmo efeito para ambos os sexos. Os efeitos das drogas que prejudicam a ereção e a ejaculação no homem são bem compreendidos, o mesmo não ocorre com relação aos aspectos da sexualidade feminina.

A adolescência representa um período de grandes conflitos e incertezas na esfera sexual, é de suma importância que os pais e os educadores se coloquem a disposição para um dialogo aberto e franco, isento de criticas e juízo de valor, pois a iniciação sexual aparece carregada de preocupação e um primeiro contato com a droga poderá ser frustrante ou gratificante, dependendo da capacidade do adolescente lidar com os problemas que surgem nessa fase. A droga, quando usada com freqüência, faz com que o adolescente se sinta menos interessado nas trocas afetivas e amorosas, facilitando o isolamento social. Na verdade a droga passa a desempenhar um papel anestésico das percepções e sensações relacionadas ao erotismo e ao sexo.

É de fundamental importância a confiança entre pais e filhos, que juntos com certeza podem enfrentar e vencer esse perigo muitas vezes silencioso mas tão destrutivo.
Na dúvida, busquem ajuda de um profissional.