SEXÓLOGA Rosely Salino
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ANOREXIA NERVOSA
ASPECTOS CLINICOS E TERAPÊUTICOS


Anorexia nervosa é uma alteração psíquica cuja existência provavelmente acompanha a historia da humanidade, mas que nem sempre foi reconhecida como doença. Segundo sugerem alguns estudiosos do assunto, algumas mulheres que, por serem rotuladas de bruxas, foram queimadas em fogueiras durante a inquisição na Idade Media , eram na realidade jovens esqueléticas, pobres vitimas da anorexia nervosa.

Descrita como doença, em 1874, por um medico inglês, William Gull, a anorexia nervosa era pouco conhecida e nem sempre diagnosticada, porem com a supervalorização das modelos e sua magreza que se inicia no século passado com as modelos de passarela, atualmente a doença e suas conseqüências tornaram-se assuntos do dia a dia.

A OMS define a anorexia nervosa como um intenso medo de tornar-se obeso, que não diminui na medida em que há perda de peso., na verdade é uma doença mental onde o individuo procura de maneira voluntaria, obsessiva e continuada o emagrecimento, com menosprezo pela aparência estética e pela saúde.
A perda de peso pode ser obtida através da redução de ingestão de alimentos, uso de laxantes, e muita atividade física.
A incidência maior no sexo feminino é amplamente ressaltada pela influencia dos padrões esteriotipados da mulher de sucesso ser jovem, alta, magérrima e rica, sendo esse padrão inatingível seguido por muitas adolescentes.

CARACTERISTICAS CLINICAS:

Na evolução do quadro clinico ocorrem três fases distintas como segue:
Fase Prodrômica: a doença e precedida pela redução na quantidade de ingestão de alimentos, as causas são variáveis e nem sempre justificadas.

Fase de instalação: É fato aceito pelos estudiosos que os que tem NA enfrentam conflitos emocionais influenciados pela estrutura familiar, e que o emagrecimento acaba se transformando em um ganho para eles no ponto de vista emocional, a recusa alimentar modifica a dinâmica da família e passa a representar uma arma poderosa com a qual o paciente vence pelo menos no momento o conflito, uma jovem chegou a dizer no consultório que sua mãe so lhe dava atenção quando a via magra e enfraquecida. Ao lado de sentimentos de rejeição e carência afetiva outra causa freqüente é a luta de poder contra uma figura materna prepotente, forte e dominadora, gerando na filha hostilidade contra a mãe e levando-a a renegar o papel feminino, o emagrecimento extremo pode impedir o aparecimento das carecteristicas sexuais secundarias símbolo definitivo de sua condição de mulher.

Fase de resolução:ao final de alguns meses de perda de peso continuada o individuo apresenta-se depauperado, sem forças, deixa suas atividades habituais passa a maior parte do tempo inativo tornando-se presa fácil de infecções bacterianas e viroticas nessa fase surgem queixas de dores de cabeça, dores abdominais, ausência de menstruação , pele seca, queda de cabelos, irritabilidade constante, crises de choro, alterações de humor e em alguns casos mais severos idéias suicidas.

Tratamento: Não existe uma proposta para o tratamento da NA que tenha uma recomendação universal, se alguns anoréxicos optam voluntariamente pela vida e buscam tratamento, muitos são os que precisam da imposição de cuidados médicos para escapar da morte, o fundamental é que o grupo familiar se uma num objetivo maior de ir em busca de uma equipe multidisciplinar para o atendimento com psiquiatra, psicólogo, nutricionista para que sejam solucionados os conflitos emocionais e seja orientada uma reeducação alimentar, na maioria dos casos também se faz necessária uma psicoterapia familiar, a fim de reduzir as condições desfavoráveis do meio em que vive o paciente.

Sempre que vocês pais perceberem algo com seus filhos conversem se aproximem tentem ajudar, ouçam seus filhos, se não souberem o que fazer não se envergonhem nem sempre a gente consegue agir, vão a luta busquem informações entendam o que esta acontecendo, o pior que pode acontecer a um filho é imaginar que não esta sendo visto pelos pais, vergonha não e dizer não sei como te ajudar meu filho, vergonha é não olhar para o filho.


Rosely Salino
Psicóloga Clínica e Sexóloga